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Fernando Pessoa


费尔南多·佩索阿 费尔南多·佩索阿(葡萄牙语:Fernando Pessoa Fernando Pessoa,1888 年 6 月 13 日-1935 年 11 月 30 日),生于里斯本,是葡萄牙诗人与作家。 他生前以诗集《使命》而 闻名于世。 他被认为是继卡蒙斯之后最伟大的葡语作家。文评家卜伦在他的作 品《西方正典》形容为他是与诺贝尔奖得主巴勃鲁·聂鲁达最能够代表二十世纪 的诗人。

[编辑] 写作风格 编辑]
他在文学上以“创造”性格闻名,我们称这种写作手法为“异名”。各个“异名 者”有着不同的阅历、 性格与人生哲学。 异名者与作者“自我”之间常常互通 书 信,交流思想。在众多角色中,以“自我”加上另外三个“异名者”最为成熟及 最广为人知。 三个“异名者”分别是 ?lvaro de Campos、 Ricardo Reis 和 Alberto Caeiro。在他们当中,“自我”通常都是最能够带出真理、存在及个性等深层哲 学意义的角色。

[编辑] 自我(Ortónimo) 编辑] 自我(Ortónimo)
“佩索亚的自我”性格很全面,本身也是个作家,但是总离不开士巴斯梯斯式的 爱国主义思想。他的“自我”在某程度上深受一些宗教理念影响,如通神论思想 及共济会的 宗教观。故此,“自我”的诗词充满神话及史诗式的气魄,有时还 有一种悲刻的味道。他作为一个普世主义诗人,他的世界观可能受到东方及理性 主义哲学思想所影 响,显得相当矛盾,他同时接受单一及多方面的世界观。所 以,这令到佩索亚有十足的理由把其他的三个“异名者”连同《使命》中的“半 自 我”-Bernando Soares 从“自我”分开出来。 以葡萄牙历史人物为背景的诗集《使命》中的佩索亚,就是最能够代表这个“自 我”,这也是他生前唯一出版的诗集。

Fernando Pessoa
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Fernando António Nogueira Pessoa

Retrato de Fernando Pessoa em 1914

Nascimento

13 de Junho de 1888 Lisboa 30 de novembro de 1935 (47 anos) Lisboa Português(a) Poeta e escritor Correspondente comercial e tradutor Mensagem, Livro do Desassossego Modernismo

Morte

Nacionalidade Ocupa??o Profiss?o Principais trabalhos Movimento literário

Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa foi um poeta Pessoa, e escritor português. ? considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Cam?es. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo".[1] Por ter crescido na ?frica do Sul, para onde foi aos seis anos em virtude do casamento de sua m?e, Pessoa aprendeu a língua inglesa. Das quatro obras

que publicou em vida, três s?o na língua inglesa. Fernando Pessoa dedicou-se também a tradu??es desse idioma. Ao longo da vida trabalhou em várias firmas como correspondente comercial. Foi também empresário, editor, crítico literário, ativista político, tradutor, jornalista, inventor, publicitário e publicista, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um "drama em gente". Fernando Pessoa morreu de cirrose hepática aos 47 anos, na cidade onde nasceu. Sua última frase foi escrita em Inglês: "I know not what tomorrow will bring… " ("N?o sei o que o amanh? trará").

?Fernando Pessoa em flagrante delitro?: dedicatória na fotografia que ofereceu à namorada Ophélia Queiroz em 1929.

?ndice
[esconder]
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1 Biografia o 1.1 Primeiros anos em Lisboa o 1.2 Juventude em Durban

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? ? ? ? ? ?

1.3 Volta definitiva a Portugal e início de carreira o 1.4 Legado o 1.5 Pessoa e o ocultismo o 1.6 Ficha pessoal 2 Obra poética o 2.1 Ortónimo o 2.2 Heterónimos 2.2.1 ?lvaro de Campos 2.2.2 Ricardo Reis 2.2.3 Alberto Caeiro 3 ?rvore genealógica 4 Curiosidades 5 Cronologia 6 Referências 7 Ver também 8 Liga??es externas
o

[editar] Biografia editar]
Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, N?o há nada mais simples. Tem só duas datas - a da minha nascen?a e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias s?o meus. >>>
Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; Escrito entre 1913-15; Publicado em Atena n? 5, Fevereiro de 1925.

[editar] Primeiros anos em Lisboa

Fernando Pessoa nasceu neste edifício, no bairro do Chiado, frente à ópera de Lisboa, a 13 de junho de 1888.

?s três horas e vinte minutos da tarde de 13 de Junho de 1888 nasce em Lisboa Fernando Pessoa. O parto ocorreu no quarto andar direito do n.?

4 do Largo de S?o Carlos, em frente à ópera de Lisboa (Teatro de S?o Carlos). De famílias da pequena aristocracia, pelos lados paterno e materno, o pai, Joaquim de Seabra Pessoa (38), natural de Lisboa, era funcionário público do Ministério da Justi?a e crítico musical do ?Diário de Notícias?. A m?e, D. Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa (26), era natural dos A?ores (mais propriamente, da Ilha Terceira). Viviam com eles a avó Dionísia, doente mental, e duas criadas velhas, Joana e Emília. O poeta, pelo lado paterno, tem as suas raízes familiares no concelho de [2] Arouca, nas freguesias do denominado ?Fundo do Concelho? de Arouca. . Fernando António foi baptizado em 21 de Julho na Basílica dos Mártires, ao Chiado, tendo por padrinhos a Tia Anica (D. Ana Luísa Pinheiro Nogueira, tia materna) e o General Chaby. A escolha do nome homenageia Santo António: a família reclamava uma liga??o genealógica com Fernando de Bulh?es, nome de baptismo de Santo António tradicionalmente festejado em Lisboa a 13 António, de Junho, dia em que Fernando Pessoa nasceu. As suas inf?ncia e adolescência foram marcadas por factos que o influenciariam posteriormente. ?s cinco horas da manh? de 24 de Julho de 1893, o pai morreu, com 43 anos, vítima de tuberculose. A morte foi anunciada no Diário de Notícias do dia. Fernando tinha apenas cinco anos. O irm?o Jorge viria a falecer no ano seguinte, sem completar um ano. A m?e vê-se obrigada a leiloar parte da mobília e muda-se para uma casa mais modesta, o terceiro andar do n.? 104 da Rua de S?o Mar?al. Foi também neste período que surgiu o primeiro heterónimo de Fernando Pessoa, Chevalier de Pas, facto relatado pelo próprio a Adolfo Casais Monteiro, numa carta de 1935, em que fala extensamente sobre a origem dos heterónimos. Ainda no mesmo ano, escreve o primeiro poema, um verso curto com a infantil epígrafe de ? Minha Querida Mam?. A m?e casa-se pela segunda vez em 1895 por procura??o, na Igreja de S?o Mamede, em Lisboa, com o comandante Jo?o Miguel Rosa, c?nsul de Portugal em Durban (?frica do Sul), que havia conhecido um ano antes. Em ?frica, onde passa a maior parte da juventude e recebe educa??o inglesa, Pessoa viria a demonstrar desde cedo talento para a literatura.

[editar] Juventude em Durban

O padrasto e a m?e.

Em raz?o do casamento, viaja com a m?e para Durban, acompanhados por um tio-av?, Manuel Gualdino da Cunha, que voltaria para Lisboa no mês seguinte. Viajam no navio Funchal até à Madeira e depois no paquete Inglês Hawarden Castle até ao Cabo da Boa Esperan?a. Faz a instru??o primária na escola de freiras irlandesas da West Street, onde fez a primeira comunh?o, e percorre em dois anos o equivalente a quatro. Em 1899 ingressa no Liceu de Durban, onde permanecerá durante três anos e será um dos primeiros alunos da turma. No mesmo ano, cria o pseudónimo Alexander Search, através do qual envia cartas a si mesmo. No ano de 1901, é aprovado com distin??o no primeiro exame Cape School High Examination e escreve os primeiros poemas em inglês. Na mesma altura, morre sua irm? Madalena Henriqueta, de dois anos. Em 1901 parte com a família para Portugal, para um ano de férias. No navio em que viajam, o paquete K?nig, vem o corpo da irm?. Em Lisboa, mora com a família em Pedrou?os e depois na Avenida de D. Carlos I, n.? 109, 3.? Esquerdo. Na capital portuguesa, nasce Jo?o Maria, quarto filho do segundo casamento da m?e de Pessoa. Viaja com a família à Ilha Terceira, nos A?ores, onde vive a família materna. Deslocam-se também a Tavira para visitar os parentes paternos. Nessa época, escreve o poema Quando ela passa. Tendo de dividir a aten??o da m?e com os filhos do casamento e com o padrasto, Pessoa isola-se, o que lhe propicia momentos de reflex?o. Tendo recebido uma educa??o brit?nica, que lhe proporcionou um profundo contacto com a língua inglesa, os seus primeiros textos e estudos foram em inglês. Mantém contacto com a literatura inglesa através de autores como Shakespeare, Edgar Allan Poe, John Milton, Lord Byron, John Keats, Percy Shelley, Alfred Tennyson, entre outros. O Inglês teve grande destaque na sua vida, trabalhando com o idioma quando, mais tarde, se torna correspondente comercial em Lisboa, além de o utilizar em alguns dos seus

textos e traduzir trabalhos de poetas ingleses, como O Corvo e Annabel Lee de Edgar Allan Poe. Com excep??o de Mensagem, os únicos livros publicados em vida s?o os das colect?neas dos seus poemas ingleses: Antinous e 35 Sonnets e English Poems I - II e III, editados em Lisboa, em 1918 e 1921.

Pessoa aos seis anos.

Fernando Pessoa permanece em Lisboa, enquanto todos — m?e, padrasto, irm?os e criada Paciência, que viera com ele — regressam a Durban. Volta sozinho para a ?frica no vapor Herzog. Matricula-se na Durban Commercial School, escola comercial de ensino nocturno, enquanto de dia estuda as disciplinas humanísticas para entrar na universidade. Nesse período, tenta escrever contos em inglês, alguns dos quais com o pseudónimo de David Merrick, que deixa inacabados. Em 1903, candidata-se à Universidade do Cabo da Boa Esperan?a. Na prova de exame de admiss?o, n?o obtém boa classifica??o, mas tira a melhor nota entre os 899 candidatos no ensaio de estilo inglês. Recebe por isso o Queen Victoria Memorial Prize (?Prémio Rainha Vitória?). Um ano depois, ingressa novamente na Durban High School, onde frequenta o equivalente a um primeiro ano universitário. Aprofunda a sua cultura, lendo clássicos ingleses e latinos. Escreve poesia e prosa em inglês, surgindo os heterónimos Charles Robert Anon e H. M. F. Lecher. Nasce a sua irm? Maria Clara. Publica no jornal do liceu um ensaio crítico intitulado Macaulay. Por fim, encerra os seus bem sucedidos estudos na ?frica do Sul com o ?Intermediate Examination in Arts?, na Universidade, obtendo uma boa classifica??o.

[editar] Volta definitiva a Portugal e início de carreira

Retratado por Jo?o L. Roth

Deixando a família em Durban, regressa definitivamente à capital portuguesa, sozinho, em 1905. Passa a viver com a avó Dionísia e as duas tias na Rua da Bela Vista, n.? 17. A m?e e o padrasto regressam também a Lisboa, durante um período de férias de um ano em que Pessoa volta a morar com eles. Continua a produ??o de poemas em inglês e, em 1906, matricula-se no Curso Superior de Letras (actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), que abandona sem sequer completar o primeiro ano. ? nesta época que entra em contato com importantes escritores portugueses. Interessa-se pela obra de Cesário Verde e pelos serm?es do Padre António Vieira. Em Agosto de 1907, morre a sua avó Dionísia, deixando-lhe uma pequena heran?a, com a qual monta uma pequena tipografia, na Rua da Concei??o da Glória, 38-4.?, sob o nome de ?Empreza Ibis — Typographica e Editora — Officinas a Vapor?, que rapidamente faliu. A partir de 1908, dedica-se à tradu??o de correspondência comercial, uma actividade a que poderíamos dar o nome de "correspondente estrangeiro". Nessa profiss?o trabalha a vida toda, tendo uma modesta vida pública. Inicia a sua atividade de ensaísta e crítico literário com o artigo ?A Nova Poesia Portuguesa Sociologicamente Considerada?, a que se seguiriam ?Reincidindo…? e ?A Nova Poesia Portuguesa no Seu Aspecto Psicológico? publicados em 1912 pela revista A ?guia, órg?o da Renascen?a Portuguesa. Frequenta a tertúlia literária que se formou em torno do seu tio adoptivo, o poeta, general aposentado Henrique Rosa, no Café A Brasileira, no Largo do Chiado em Lisboa. Mais tarde, já nos anos vinte, o seu café preferido seria o Martinho da Arcada, na Pra?a do Comércio, onde escrevia e se encontrava com amigos e escritores.

Em 1915 participou na revista literária Orpheu, a qual lan?ou o movimento modernista em Portugal, causando algum esc?ndalo e muita controvérsia. Esta revista publicou apenas dois números, nos quais pessoa publicou em seu nome, bem como com o heterónimo ?lvaro de Campos. No segundo número da Orpheu, Pessoa assume a direc??o da revista, juntamente com Mário de Sá-Carneiro. Em Outubro de 1924, juntamente com o artista plástico Ruy Vaz, Fernando Pessoa lan?ou a revista Athena, na qual fixou o ?drama em gente? dos seus heterónimos, publicando poesias de Ricardo Reis, ?lvaro de Campos e Alberto Caeiro, bem como do ortónimo Fernando Pessoa. Pessoa foi internado no dia 29 de Novembro de 1935, no Hospital de S?o Luís dos Franceses, com diagnóstico de "cólica hepática", provavelmente uma colangite aguda causada por cálculo biliar e associada a cirrose hepática com origem no óbvio excesso de álcool ao longo da sua vida (a título de curiosidade: acredita-se que era muito fiel à aguardente "?guia Real"). Morre no dia 30 de Novembro, com 47 anos de idade. Nos últimos momentos de vida, pede os óculos e clama pelos seus heterónimos. A sua última frase foi escrita no idioma no qual foi educado, o Inglês: ?I know [3] not what tomorrow will bring? (N?o sei o que o amanh? trará).

[editar] Legado

O espólio de Pessoa: a célebre arca, contendo mais de 25000 páginas, e a ?biblioteca inglesa?.

Pode-se dizer que a vida do poeta foi dedicada a criar e que, de tanto criar, criou outras vidas através dos seus heterónimos, o que foi a sua principal característica e motivo de interesse pela sua pessoa,

aparentemente muito pacata. Alguns críticos questionam se Pessoa realmente teria transparecido o seu verdadeiro eu ou se tudo n?o teria passado de um produto, entre tantos, da sua vasta cria??o. Ao tratar de [4] temas subjectivos e usar a heteronímia, torna-se enigmático ao extremo. Este fato é o que move grande parte das buscas para estudar a sua obra. O poeta e crítico brasileiro Frederico Barbosa declara que Fernando Pessoa [5] foi "o enigma em pessoa". Escreveu sempre, desde o primeiro poema aos sete anos, até ao leito de morte. Importava-se com a intelectualidade do homem, e pode-se dizer que a sua vida foi uma constante divulga??o da língua portuguesa: nas próprias palavras do heterónimo Bernardo Soares, "a minha pátria (sic) é a língua portuguesa". O mesmo empenho é patente no seguinte poema:
Tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar

quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da civiliza??o e o alargamento da consciência da humanidade


?ltima residência do poeta, actual Casa Fernando Pessoa.

Analogamente a Pompeu, que disse que "navegar é preciso; viver n?o é preciso", Pessoa diz, no poema Navegar é Preciso, que "viver n?o é necessário; o que é necessário é criar". Outra interpreta??o comum deste poema diz respeito ao fato de a navega??o ter resultado de uma atitude racionalista do mundo ocidental: a navega??o exigiria uma precis?o que a vida poderia dispensar. O poeta mexicano Octavio Paz, laureado com o Nobel de Literatura, diz que "os poetas n?o têm biografia. A sua obra é a sua biografia" e que, no caso de Fernando Pessoa, "nada na sua vida é surpreendente — nada, excepto os seus poemas". Em The Western Canon, Harold Bloom incluiu-o entre os c?nones ocidentais, no capítulo Borges, Neruda e Pessoa: o Whitman Hispano-Português (pg. 451, 1995).

Na comemora??o do centenário do nascimento de Pessoa, em 1988, o seu corpo foi trasladado para o Mosteiro dos Jerónimos, confirmando o reconhecimento que n?o teve em vida.

[editar] Pessoa e o ocultismo

O mago Aleister Crowley e Pessoa em Lisboa, em Setembro de 1930.

Fernando Pessoa interessava-se pelo ocultismo e pelo misticismo, com destaque para a Ma?onaria e a Rosa-Cruz (embora n?o se lhe conhe?a qualquer filia??o concreta em Loja ou Fraternidade dessas escolas de pensamento), havendo inclusive defendido publicamente as organiza??es iniciáticas no Diário de Lisboa (4 de Fevereiro de 1935), contra ataques por parte da ditadura do Estado Novo. O seu poema hermético mais conhecido e apreciado entre os estudantes de esoterismo intitula-se "No Túmulo de Christian Rosenkreutz". Tinha o hábito de fazer consultas astrológicas para si mesmo (de acordo com a sua certid?o de nascimento, nasceu às 15h20, tinha [6] ascendente Escorpi?o e o Sol em Gémeos). Realizou mais de mil horóscopos. Apreciava também o trabalho do famoso ocultista Aleister Crowley, tendo inclusive traduzido o poema Hino a P?. Certa vez, lendo uma publica??o inglesa de Crowley, encontrou erros no horóscopo e escreveu-lhe para o corrigir. Os seus conhecimentos de astrologia impressionaram Crowley e, como este gostava de viagens, foi a Portugal conhecer o poeta.[7] Acompanhou-o a maga alem? Miss Hanni Larissa Jaeger,[8]. O encontro entre Pessoa e Crowley ocorreu com algum sensacionalismo, dado o Poeta Inglês ter simulado o seu suicídio na Boca do Inferno, o que atraiu várias polícias Europeias e a aten??o dos média da época. Pessoa estaria dentro da encena??o, tendo combinado com Crowley a notifica??o dos jornais e a redac??o de um "romance policiário" cujos direitos reverteriam a favor dos dois poetas. Apesar de ter escrito várias dezenas de páginas, essa obra de fic??o nunca foi concretizada[9]

[editar] Ficha pessoal
Ficha pessoal (também referida como "Nota autobiográfica", que n?o é), intitulada no original "Fernando Pessoa" dactilografada e assinada pelo Pessoa", escritor em 30 de Mar?o de 1935. Publicada pela primeira vez, muito incompleta, como introdu??o ao poema ? memória do Presidente-Rei Sidónio Pais, editado pela Editorial Império em 1940. Publicada em vers?o integral em Fernando Pessoa no seu Tempo, Biblioteca Nacional, Lisboa, 1988, pp. 17–22.
FERNANDO PESSOA Nome completo: Fernando António Nogueira de Seabra Pessoa. Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n.? 4 do Largo de S. Carlos (hoje do Directório) em 13 de Junho de 1888. Filia??o: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto e Director-Geral do Ministério do Reino, e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral: misto de fidalgos e judeus. Estado civil: Solteiro. Profiss?o: A designa??o mais própria será "tradutor", a mais exacta a de "correspondente estrangeiro" em casas comerciais. O ser poeta e escritor n?o constitui profiss?o, mas voca??o. Morada: Rua Coelho da Rocha, 16, 1?. Dto. Lisboa. (Endere?o postal - Caixa Postal 147, Lisboa). Fun??es sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou fun??es de destaque, nenhumas. Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto, por várias revistas e publica??es ocasionais. ? o seguinte o que, de livros ou folhetos, considera como válido: "35 Sonnets" ((em inglês)), 1918; "English Poems I-II" e "English Poems III" (em inglês também), 1922; livro "Mensagem", 1934, premiado pelo "Secretariado de Propaganda Nacional" na categoria Poema". O folheto "O Interregno", publicado em 1928 e constituído por uma defesa da Ditadura Militar em Portugal, deve ser considerado como n?o existente. Há que rever tudo isso e talvez que repudiar muito. Educa??o: Em virtude de, falecido seu pai em 1893, sua m?e ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o Comandante Jo?o Miguel Rosa, C?nsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperan?a em 1903, no exame de admiss?o, aos 15 anos. Ideologia Política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma na??o organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, embora com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário. Posi??o religiosa: Crist?o gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as igrejas

organizadas e, sobretudo, à Igreja Católica. Fiel, por motivos que mais adiante est?o implícitos, à Tradi??o Secreta do Cristianismo, que tem íntimas rela??es com a Tradi??o Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da Ma?onaria. Posi??o iniciática: Iniciado, por comunica??o direta de Mestre a Discípulo, nos três graus menores da Ordem dos Templários de Portugal. Posi??o patriótica: Partidário de um nacionalismo místico, de onde seja abolida toda a infiltra??o católico-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: "Tudo pela Humanidade; nada contra a Na??o". Posi??o social: Anti-comunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima. Resumo de estas últimas considera??es: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Gr?o-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos - a Ignor?ncia, o Fanatismo e a Tirania. Lisboa, 30 de Mar?o de 1935 [em várias edi??es está 1933, por lapso] Fernando Pessoa [assinatura autografa] Fonte: Cópia do original dactilografado e assinado existente na Cole??o do Arquiteto Fernando Távora.

[editar] Obra poética editar]

Retrato simplificado de Fernando Pessoa. Esbo?o de Cristiano Sardinha. O poeta é um fingidor. Finge t?o completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente.>>>
Fernando Pessoa; Autopsicografia; 27 de Novembro de 1930 (1? publ. in Presen?a, n? 36. Coimbra: Nov. 1932.)[10]

Considera-se que a grande cria??o estética de Pessoa foi a inven??o heteronímica que atravessa toda a sua obra. Os heterónimos, diferentemente dos pseudónimos, s?o personalidades poéticas completas: identidades que, em princípio falsas, se tornam verdadeiras através da sua manifesta??o artística própria e diversa do autor original. Entre os

heterónimos, o próprio Fernando Pessoa passou a ser chamado ortónimo, porquanto era a personalidade original. Entretanto, com o amadurecimento de cada uma das outras personalidades, o próprio ortónimo tornou-se apenas mais um heterónimo entre os outros. Os três heterónimos mais conhecidos (e também aqueles com maior obra poética) foram ?lvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. Um quarto heterónimo de grande import?ncia na obra de Pessoa é Bernardo Soares, autor do Livro do Desassossego, importante obra literária do século XX. Bernardo é considerado um semi-heterónimo por ter muitas semelhan?as com Fernando Pessoa e n?o possuir uma personalidade muito característica, ao contrário dos três primeiros, que possuem até mesmo data de nascimento e morte (excep??o para Ricardo Reis, que n?o possui data de falecimento). Por essa raz?o, José Saramago, laureado com o Prémio Nobel, escreveu o livro O ano da morte de Ricardo Reis. Através dos heterónimos, Pessoa conduziu uma profunda reflex?o sobre a rela??o entre verdade, existência e identidade. Este último fator possui grande notabilidade na famosa misteriosidade do poeta.
Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer sen?o inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito?[11]

Entre pseudónimos, heterónimos, semi-heterónimos, personagens fictícias [12] e poetas mediúnicos, contam-se 72 nomes.

[editar] Ortónimo

Estátua de Fernando Pessoa da autoria de Lagoa Henriques, no café A Brasileira, no Chiado,

Lisboa

A obra ortónima de Pessoa passou por diferentes fases, mas envolve basicamente a procura de um certo patriotismo perdido, através de uma atitude sebastianista reinventada. O ortónimo foi profundamente influenciado, em vários momentos, por doutrinas religiosas (como a teosofia) e sociedades secretas (como a Ma?onaria). A poesia resultante tem um certo ar mítico, heróico (quase épico, mas n?o na acep??o original do termo) e por vezes trágico. Pessoa é um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradi??es, uma vis?o simultaneamente múltipla e unitária da vida. Uma explica??o para a cria??o dos três principais heterónimos e o semi-heterónimo Bernardo Soares, reside nas várias formas que tinha de olhar o mundo, apoiando-se no racionalismo e [13] pensamento oriental.

Mensagem, de Fernando Pessoa, 1? ed., 1934.

O ortónimo é considerado, só por si, como simbolista e modernista pela evanescência, indefini??o e insatisfa??o, bem como pela inova??o praticada através de diversas sendas de formula??o do discurso poético (sensacionalismo, paulismo, interseccionismo, etc.).[14] Fernando Pessoa foi marcado também pela poesia musical e subjectiva, voltada essencialmente para a metalinguagem e os temas relativos a Portugal, como o sebastianismo presente na principal obra de "Pessoa ele-mesmo", Mensagem, uma colet?nea de poemas sobre as grandes personagens históricos portugueses. Publicado em 1934, apenas um ano antes da morte do autor, este foi o único livro de Fernando Pessoa em Língua Portuguesa editado em vida. Foi contemplado com o Prémio Antero de Quental, na categoria de ?poema ou poesia solta?, do Secretariado da Propaganda Nacional (SPN).[carece de fontes]

[editar] Heterónimos
[editar] ?lvaro de Campos editar]
Ver artigo principal: ?lvaro de Campos

TABACARIA N?o sou nada. Nunca serei nada. N?o posso querer ser nada. ? parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milh?es do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacessível a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a p?r humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carro?a de tudo pela estrada de nada. _____________________________________________________ ?lvaro de Campos: "Tabacaria" (excerto)

Entre todos os heterónimos, Campos foi o único a manifestar fases poéticas diferentes ao longo da sua obra. Era um engenheiro de educa??o inglesa e origem portuguesa, mas sempre com a sensa??o de ser um estrangeiro em qualquer parte do mundo. Come?a a sua trajetória como um decadentista (influenciado pelo simbolismo), mas logo adere ao futurismo. Após uma série de desilus?es com a existência, assume uma veia niilista, expressa naquele que é considerado um dos poemas mais conhecidos e influentes da língua portuguesa, Tabacaria. ? revoltado e crítico e faz a apologia da velocidade e da vida moderna, com uma linguagem livre, radical. editar] [editar] Ricardo Reis
Ver artigo principal: Ricardo Reis

O heterónimo Ricardo Reis é descrito como um médico que se definia como latinista e monárquico. De certa maneira, simboliza a heran?a clássica na literatura ocidental, expressa na simetria, na harmonia e num certo bucolismo, com elementos epicuristas e estóicos. O fim inexorável de todos

os seres vivos é uma constante na sua obra, clássica, depurada e disciplinada. Faz uso da mitologia n?o-crist?. Segundo Pessoa, Reis mudou-se para o Brasil em protesto à proclama??o da República em Portugal e n?o se sabe o ano da sua morte. Em O ano da morte de Ricardo Reis, José Saramago continua, numa perspectiva pessoal, o universo deste heterónimo após a morte de Fernando Pessoa, cujo fantasma estabelece um diálogo com o seu heterónimo, sobrevivente ao criador. [editar] Alberto Caeiro editar]
Ver artigo principal: Alberto Caeiro

Por sua vez, Caeiro, nascido em Lisboa, teria vivido quase toda a vida como camponês, quase sem estudos formais. Teve apenas a instru??o primária, mas é considerado o mestre entre os heter?nimos (pelo ort?nimo). Após a morte do pai e da m?e, permaneceu em casa com uma tia-avó, vivendo de modestos rendimentos. Morreu de tuberculose. Também é conhecido como o poeta-filósofo, mas rejeitava este título e pregava uma "n?o-filosofia". Acreditava que os seres simplesmente s?o, e nada mais: irritava-se com a metafísica e qualquer tipo de simbologia para a vida. Nos escritos pessoanos que versam sobre a caracteriza??o dos heter?nimos, Pessoa, dito "ele mesmo", assim como a ?lvaro de Campos, Ricardo Reis e o meio-heter?nimo Bernardo Soares, conferem a Alberto Caeiro um papel quase místico enquanto poeta e pensador. Reis e Soares chegam a compará-lo ao deus P?, e Pessoa esbo?a-lhe um horóscopo no qual lhe atribui o signo de le?o, associado ao elemento fogo. A relev?ncia destas alus?es se esclarece na explica??o de Fernando Pessoa sobre o papel de Caeiro no escopo da heteronímia. Citando a atua??o dos quatro elementos da astrologia sobre a personalidade dos indivíduos, Pessoa escreve:

"Uns agem sobre os homens como o fogo, que queima nele todo o acidental, e os deixa nus e reais, próprios e verídicos, e esses s?o os libertadores. Caeiro é dessa ra?a. Caeiro teve essa for?a."
Dos principais heter?nimos de Fernando Pessoa, Caeiro foi o único a n?o escrever em prosa. Alegava que somente a poesia seria capaz de dar conta da realidade. Possuía uma linguagem estética direta, concreta e simples mas, ainda assim, bastante complexa do ponto de vista reflexivo. O seu ideário resume-se

no verso Há metafísica bastante em n?o pensar em nada. A sua obra está agrupada na colet?nea Poemas Completos de Alberto Caeiro.

[editar] ?rvore genealógica editar]
Segundo pesquisa genealógica levada a cabo pelo Geneall:
[Expandir] Ancestrais de Fernando Pessoa
[15]

[editar] Curiosidades editar]
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Numa tarde em que José Régio tinha combinado encontrar-se com Pessoa, este apareceu, como de costume, com algumas horas de atraso, declarando ser ?lvaro de Campos e pedindo perd?o por Pessoa n?o ter podido comparecer ao encontro. Fernando Pessoa trabalhava como correspondente comercial, num sistema que hoje denominamos free lancer. Assim, podia trabalhar apenas dois dias por semana, dedicando os demais, exclusivamente, à sua grande paix?o: a literatura. A poetisa, professora e jornalista brasileira Cecília Meireles foi a Portugal em 1934, para proferir conferências na Universidade de Coimbra e na Universidade de Lisboa. Um grande desejo seu era conhecer o poeta, de quem se tinha tornado admiradora. Através de um dos escritórios para os quais Fernando Pessoa trabalhava, conseguiu comunicar com ele e marcar um encontro para o meio-dia, mas esperou inutilmente até às duas da tarde sem que Pessoa desse um ar da sua gra?a. De regresso ao hotel, Cecília teve a surpresa de encontrar um exemplar do livro Mensagem e um recado do misterioso poeta, justificando que n?o comparecera porque consultara os astros e, segundo o seu horóscopo, "os dois n?o eram para se encontrar". Realmente, n?o se encontraram nem houve muito mais oportunidades para tal, pois no ano seguinte Fernando Pessoa faleceu. Pessoa media 1,73 m de altura, de acordo com o seu Bilhete de Identidade. O assento de óbito de Pessoa indica como causa da morte "bloqueio intestinal". A Universidade Fernando Pessoa (UFP), com sede no Porto, foi criada em homenagem ao poeta. Fernando Pessoa é o primeiro português a figurar na Plêiade (Collection Bibliothèque de la Pléiade), prestigiada cole??o francesa de grandes nomes da literatura. Ofélia Queiroz, a sua namorada, criou um heter?nimo para Fernando Pessoa: Ferdinand Personne. "Ferdinand" é o equivalente a "Fernando" em alguns idiomas e "Personne"

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significa "Pessoa" em francês, mas também "ninguém", residindo a curiosidade deste semi-trocadilho (possível unicamente em francês) no facto de Fernando, por criar outras personalidades, n?o ter um eu definido, n?o ser uma "Pessoa" definida, n?o ser "Ninguém". Em Os Mal-Amados (2008), Fernando Dacosta relata uma conversa com Agostinho da Silva, que conhecera pessoalmente Fernando Pessoa em Dezembro de 1934. O poeta confidenciara-lhe, acabrunhado, que estava muito arrependido por ter escrito as cartas de amor a Ofélia. "Fizera-o movido pela sua irremediável fantasia heteronímica" (pg. 358), para saber como seria o romance entre um vulgar empregado de escritório e uma sua colega de trabalho, carente de afeto. Disfrutou o jogo durante algum tempo, mas, quando se apercebeu da monstruosidade da coisa, p?s fim ao romance fictício, para n?o fazer sofrer uma mulher real e apaixonada. O cantor brasileiro Caetano Veloso comp?s a can??o "Língua", em que existe um trecho inspirado num artigo de Fernando sobre o tema "A minha pátria é a língua portuguesa". O trecho é: A língua é minha Pátria / E eu n?o tenho Pátria: tenho mátria / Eu quero frátria. Já o compositor Tom Jobim transformou o poema O Tejo é mais Belo em música. Identicamente, Vitor Ramil, cuja música "Noite de S?o Jo?o" tem como letra a poesia de Alberto Caeiro. A cantora Dulce Pontes musicalizou o poema O Infante. O grupo Secos e Molhados musicalizou a poesia "N?o, n?o digas nada". Os portugueses Moonspell cantam no tema Opium um trecho da obra Opiário de ?lvaro de Campos. O cantor Renato Braz traz no seu CD "Outro Quilombo" duas poesias musicadas: "Segue o teu destino", de Ricardo Reis, e "Na ribeira deste rio", de Fernando Pessoa. O jornal Expresso e a empresa Unisys criaram, em 1987, o Prémio Pessoa, concedido anualmente à pessoa ou às pessoas de nacionalidade portuguesa que, durante o ano transcorrido e na sequência de atividade anterior, se tenham distinguido na vida científica, artística ou literária.

[editar] Cronologia editar]
A seguir apresenta-se uma cronologia[16][17] abreviada da vida do poeta:
1888: Fernando António Nogueira Pessoa nasce, a 13 de Junho. ? batizado em Julho. 1893: Em Janeiro, nasce seu irm?o Jorge. A 13 de Julho, o pai morre, de tuberculose. A família é obrigada a leiloar parte dos bens. 1894: O irm?o de Fernando, Jorge, morre em Janeiro. Pessoa cria o seu primeiro heter?nimo. O futuro padrasto, Jo?o Miguel Rosa, é nomeado c?nsul interino em Durban, na ?frica do Sul. 1895: Em Julho, Fernando escreve o seu primeiro poema e Jo?o Miguel Rosa parte para Durban. Em Dezembro, Jo?o Miguel Rosa casa-se com a m?e de Fernando, por procura??o. 1896: Em 7 de Janeiro, é concedido o passaporte à m?e, e a família parte para Durban. A 27 de Novembro, nasce Henriqueta Madalena, irm? do poeta. 1897: Fernando faz o curso primário e a primeira comunh?o em West Street. 1898: Nasce, a 22 de Outubro, sua segunda irm?, Madalena Henriqueta.

1899: Ingressa na Durban High School em Abril. Cria o pseudónimo Alexander Search. 1900: Em Janeiro, nasce o terceiro filho do casal, Luís Miguel. Em Junho, Pessoa passa para a Form III e é premiado em francês. 1901: Em Junho, é aprovado no exame da Cape School High Examination. Madalena Henriqueta falece e Fernando come?a a escrever as primeiras poesias em inglês. Em Agosto, parte com a família para uma visita a Portugal. 1902: Em Janeiro, nasce, em Lisboa, seu irm?o Jo?o Maria. Fernando vai à ilha Terceira em Maio. Em Junho, a família retorna a Durban. Em Setembro, Fernando volta sozinho para Durban. 1903: Submete-se ao exame de admiss?o à Universidade do Cabo, tirando a melhor nota no ensaio em inglês e ganhando assim o Prémio Rainha Vitória. 1904: Em Agosto, nasce sua irm? Maria Clara e em Dezembro termina os estudos na ?frica do Sul. 1905: Parte definitivamente para Lisboa, onde passa a viver com a avó Dionísia. Continua a escrever poemas em inglês. 1906: Matricula-se, em Outubro, no Curso Superior de Letras. A m?e e o padrasto retornam a Lisboa e Pessoa volta a morar com eles. Falece, em Lisboa, a sua irm? Maria Clara. 1907: A família retorna uma vez mais a Durban. Pessoa passa a morar com a avó. Desiste do Curso Superior de Letras. Em Agosto, a avó morre. Durante um curto período, Pessoa estabelece uma tipografia. 1908: Come?a a trabalhar como correspondente estrangeiro em escritórios comerciais. 1910: Escreve poesia e prosa em português, inglês e francês. 1912: Publica na revista ?guia o seu primeiro artigo de crítica literária. Idealiza Ricardo Reis. 1913: Intensa produ??o literária. Escreve O Marinheiro. 1914: Cria os heter?nimos ?lvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. Escreve os poemas de O Guardador de Rebanhos e também o Livro do Desassossego. 1915: Sai em Mar?o o primeiro número de Orpheu. Pessoa "mata" Alberto Caeiro. 1916: O seu amigo Mário de Sá-Carneiro suicida-se. 1918: Publica poemas em inglês, resenhados com destaque no "Times". 1920: Conhece Ofélia Queiroz. Sua m?e e seus irm?os voltam para Portugal. Em Outubro, atravessa uma grande depress?o, que o leva a pensar em internar-se numa casa de saúde. Rompe com Ofélia. 1921: Funda a editora Olisipo, onde publica poemas em inglês. 1924: Aparece a revista "Atena", dirigida por Fernando Pessoa e Ruy Vaz. 1925: A 17 de Mar?o, morre, em Lisboa, a m?e do poeta. 1926: Dirige com seu cunhado a "Revista de Comércio e Contabilidade". Requer patente de uma inven??o sua. 1927: Passa a colaborar com a revista Presen?a. 1929: Volta a relacionar-se com Ofélia. 1931: Rompe novamente com Ofélia. 1934: Publica Mensagem. 1935: Em 29 de Novembro, é internado com o diagnóstico de cólica hepática. Morre no

dia 30.


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